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Qual amarelo brilha melhor na Amarelinha?

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Na Copa do Mundo de 1954 o amarelo surge como cor predominante na camisa da Seleção Brasileira. Desde então se torna algo sagrado pra torcida, símbolo das conquistas do futebol do Brasil mundo afora. Nestes mais de 60 anos, mais especificamente puxando pro lado dos tempos mais contemporâneos, a tonalidade amarela sofreu diversas mudanças e daí a pergunta: qual amarelo brilha melhor na Amarelinha?

Gerson, Copa de 1970

A primeira Copa com transmissão de tv a cores fora em 1970. A mística fica real para o mundo ver. E a camisa possuía um tom vívido, forte, intenso, condizente com aquele inesquecível time comandado por Pelé, Rivelino, Gerson e cia. A matiz era tão forte que quando o jogador suava, ficava quase um alaranjado. O padrão continuo nas copas seguintes, até 1978.

Rivellino, Copa de 1974

Na fase 1982/86/90 é das fases mais equilibradas, o aspecto da cor continua com personalidade, mas foi delicadamente modificado. Nota-se quando os jogadores suavam, não ficava mais aquelas áreas em laranja. Isso devido também à mudança dos materiais de jogo, cada vez mais leves, e o algodão dando o seu devido adeus. Em 1986 e 90 o uniforme da seleção é produzido pela Topper.

Sócrates, Copa de 1982

Depois de 24 anos a Seleção levanta a taça do tetracampeonato em 1994, e ali vemos que a Amarelinha sofre a sua mutação mais drástica. A tonalidade fica mais clara, numa nuance mais pálida, fazendo contraste com o tom alaranjado na parte central com os escudos da CBF repetidos em três, fazendo o papel de marca d’água. Muita gente torce o nariz para a Seleção daquela época e provavelmente pelo kit desenhado pela Umbro.

Romário, Copa de 1994

1998 é a primeira Copa que a Seleção entra em campo com sua parceira atual, a Nike. Ali ela resgata um pouco da força tonal da amarelinha, contudo em 2002 ela consegue estragar tudo, com a camisa mais “papagaiada” e feia de todos os tempos, supera até a de 94. Neste contexto o amarelo fica completamente pálido. Ainda bem que apesar disto, a turma de Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho fez bonito e trouxe o penta.

Cafu, Copa de 1998
Rivaldo e Ronaldo, Copa de 2002

De 2006 em diante a Nike vem se redimindo, apresentando modelos mais sóbrios, inspirados no passado e naturalmente aplicando o amarelo de forma bem satisfatória. Tanto que para 2018 a equipe de criação foi buscar a matiz usada na copa de 70. Totalmente louvável, um gol de placa.

Ronaldinho, Ronaldo e Adriano, Copa de 2006
Kaká, Copa de 2010

Daí em diante, será que 70 será a referência permanente para as futuras amarelinhas. Que em 2022 não se inspirem em 2002! E para você, que lê estas palavras, qual amarelo cai melhor?

Neymar, Copa de 2014
Marcelo, com o modelo pra Copa de 2018

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